O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 12/11/2021

Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, livre de problemas. Entretanto, o que se observa na realidade é que ainda existem muitos empecilhos associado ao estigma ao vírus HIV na população brasileira, como consequências, principalmente, da falta de informação e o preconceito. Desse modo, necessita-se de intervenções que erradiquem tais problemáticas.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o estigma associado ao vírus HIV deriva da falta de informação das pessoas que associam o vírus há algo que se transmite só no toque ou até mesmo a doença de homossexuais. A exemplo disso, tem-se a epidemia da AID’S na década de 80, no qual muitos artistas famosos revelaram serem soropositivos, entre eles gays, como Cazuza, que sofreu muita discriminação na época por causa do estereótipo causado pela desinformação, de que era uma doença de gays, ‘‘bichas’’ - assim referido naquela década.

Ademais, é importante acrescentar o preconceito como promotor do problema. Além de conviverem com a doença, os soropositivos ainda têm que lidarem com o preconceito que grande parte da população ainda tem com relação ao vírus, e até mesmo por  parte da família - a retrato disso, toma-se a pesquisa realizada pela Agência Brasil, no qual 46,3% afirmaram já terem sido alvo de fofoca por portar o vírus.

Portanto, é ideal que o Ministério da Saúde, juntamente com a Mídia, deve promover campanhas de conscientização e de prevenção sobre a doença, por meio da internet e até mesmo palestras nas instituições públicas de saúde, para que assim diminua os casos de propagação da doença e as discriminações sofridas pelos portadores do vírus e seja conquistrado a sociedade perfeita de Thomas More.