O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 12/11/2021

Passaram-se muitos anos desde o surgimento dos primeiros casos das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Na época da escola, as aulas de Ciências enfatizavam a extrema importância em prevenir-se contra possíveis contaminações por vírus e doenças nas relações sexuais. Entretanto, a porcentagem de pessoas soropositivas ao vírus HIV, por exemplo, permanece em crescimento até os dias atuais. Após o diagnóstico, muitas medicações e a maior preucupação: como conviver socialmente em confronto com o preconceito?

Em vista da grande desinformação a respeito do vírus, um fato muitas vezes ignorado é que se não tratado de maneira eficiente pode evoluir para um estágio mais avançado, a Aids. Neste quadro, o indivíduo acometido apresenta um nível muito baixo de imunidade, estando apto para receber um rigoroso plano de tratamento diário com antibióticos que, constantemente faltam nos postos de saúde e hospitais devido a grande demanda de acometidos.

Frente a uma problemática de cárater viral, cientistas e profissionais da saúde resforçam seus estudos em busca da cura. Sem ela, os soropositivos estão à mercê da falta de empatia e compreensão de seus familiares ou pessoas do meio. Tem-se a arcaica ideia de que os portadores da Aids tinham, antes de contrair a doença, uma vida desregrada e sexualmente desenfreada, algo quase suburbano, fato que em nada ajuda no combate ao estigma criado. Por conseguinte, sabe-se que o ponto a ser considerado como auge do problema está na falta de consciência corporal e uso de preservativos.

Consequentemente, as pesquisas só reforçam a falha dos meios educativos em reforçar as consequências sociais e de saúde ao contrair infecções, bem como os resultados quase irreversíveis. O Ministério da Saúde deve criar um projeto de ensino obrigatório de educação sexual atrelado à grade curricular dos jovens que estão iniciando sua vida ativa. Tais reforços diminuiriam os números de casos diários da doença.