O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 16/11/2021

Desde o período da colonização brasileira, no século XVI, tem-se registros de DST’s ( Doenças Sexualmente Transmissíveis ), que se dava pelo não uso e má eficácia de preservativos da época. Na contemporaneidade brasileira, o uso de preservativos se tornou mais comum, no entanto, indivíduos portadores de DST, principalmente o HIV, são julgados de forma erronea pela população não portadora, porém isso deriva da precariedade do ensino e da negligência governamental.

Primeiramente, vale ressaltar um dado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD ), em que é informado que ‘‘O Brasil é o 7° país mais desigual do mundo’’. Seguindo essa lógica, observa-se que a precariedade da educação brasileira é afetada pela desigualdade do próprio país, pois em uma sociedade com um bom ensino é entendido que uma pessoa portadora do vírus HIV vive em sociedade normalmente, não existindo motivos cabíveis à atrelar estigmas a elas.

Em segundo plano, reassalta-se a fala da filósofa francesa Simone Beaouvir ‘‘O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. Seguindo essa linha de raciocínio, pode se dizer que o atual sistema de governo do Brasil se habituou aos estigmas associados ao vírus HIV, tendo em vista que quem os impõe não é penalizado adequadamente, e não se observa uma movimentação governamental para a diminuição dos casos de descriminação.

Conclui-se que a precariedade do ensino e a habitualidade do governo estão diretamente associados à persistência dos estigmas sobre o vírus HIV na socieadade brasileira. Cabe ao Ministério da Educação o investimento em palestras escolares, com profissionais da saúde, a fim de ensinar os alunos a importância dos preservativos e como é a vida de uma pessoa portadora, buscando desatrelar adjetivos negativos a elas. E, também, ao Governo Federal a criação de leis mais eficazes no combate a essas descriminações.