O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2021
Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, o estigma associado ao vírus do HIV na sociedade. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à insuficiência legislativa, mas também ao seu silenciamento.
Convém ressaltar, a princípio, que o desrespeito à legislação é um fator determinante para a persistência do problema. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, está descrito o bem-estar e a segurança contra qualquer discriminação enquanto direito de todos e dever do Estado de assegurá-los. Porém, o que se verifica, na realidade atual, é um cenário de abandono, uma vez que, de acordo com pesquisas realizadas pela Agência Brasil, cerca de 40% dos entrevistados já foram ou presenciaram algum tipo de preconceito contra pessoas soropositivas para o vírus HIV, o que demonstra a insuficiência legislativa. Assim, é inadmissível que o poder público não busque maneiras de garantir a proteção dos direitos dessa população.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de debates. Segundo a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, ‘‘É preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas’’. Entretando, há um silenciamento instaurado na questão do preconceito com a população ligada ao vírus do HIV no Brasil, visto que pouco de fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, gerando a desinformação da maioria da população. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Portanto, para solucionar o entrave do estigma associado ao vírus do HIV na sociedade, medidas precisam ser tomadas. Para isso, as Secretarias Municipais da Educação, em parceria com o governo estadual, devem criar oficinas educativas em locais púbicos de grande circulação, para a população em geral, por meio de palestras de profissionais da área, que orientem a respeito dos malefícios gerados pela exclusão social e preconceito contra as vítimas do HIV, com a finalidade de promover debates sociais sobre o tema e, consequentemente, soluções, como é proposto por Djamila Ribeiro.