O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 13/11/2021
No livro, Renascendo da Dor, da autora Sônia Tozzi, Raul, médico infectologista cuida de pessoas portadoras do vírus HIV, porém sua noiva não consegue aceitar a dedicação do noivo com os doentes e o julga por cuidar de pessoas que estão nesta situação por terem sido negligentes com elas mesmas. De maneira análoga, está presente na sociedade brasileira, o preconceito com os portadores do vírus. Assim, são julgados e muitos, por não conhecerem os meios de transmissão, acabam se afastando dos doentes por medo de serem infectados, deixando-os lidando sozinhos com o vírus.
Nesse sentido, por falta de informações sobre os meios de transmissão muitos se afastam de pessoas que portam o vírus HIV por medo de serem infectados simplesmente por tocarem na pessoa. Muitos não devem saber, mas só se contrai o vírus tendo relações sexuais desprotegidas com pessoas soropositivas, ou seja, que já possuem o vírus HIV; compartilhando objetos cortantes contaminados e para o filho durante a gestação. Assim, com um simples abraço não é possível transmitir o vírus HIV às pessoas.
Além disso, o julgamento que essas pessoas sofrem por terem contraído o vírus é matador. Segundo o Programa das Nações Unidas, o UNAIDS, que tem como função criar soluções e ajudar no combate a AIDS, 64,1% das pessoas que têm HIV sofreram algum tipo de discriminação. Atitudes assim pioram o quadro do doente, pois sem apoio familiar a pessoa se sente sozinha e culpada, podendo acarretar outras doenças como a depressão.
Portanto, mostra-se evidente o estigma associado ao vírus na sociedade brasileira. Desse modo, o Ministério da Saúde, por meio da mídia, deve criar propagandas que mostrem como o contágio é feito e que o ato de um abraço não corre o risco de serem contaminados, evitando assim, a desinformação e o preconceito. Ademais, a UNAIDS deve auxiliar por meio grupos de apoio, os familiares e amigos dos doentes mostrando que o portao