O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 13/11/2021
O filme estadunidense Filadélfia retrata a história de um advogado que luta contra o preconceito e a discriminação contra gays e portadores do vírus HIV. Não distante da ficção, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira ainda é persistente. Dessa forma, atribui-se como causas a desinformação acerca do assunto e, também, a negligêngia governamental com portadores do micro-organismo.
A princípio, a desinformação acerca do assunto é um dos principais fatores que impossibilitam a erradicalização do problema. De acordo com o ativista africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo. Nesse sentido, observa-se que a desiformação é capaz de manter cada vez mais presente o estigma relacionado ao agente patogênico, causando a exclusão e o afastamento de pessoas soropositivas, contribuindo com a presença da falta de informação e do preconceito.
Outrossim, a negligência governamental é outro fator determinante que dificulta a resolução do problema. Segundo a Constituição federal, promulgada no ano de 1988, o artigo 5º garante que todos são iguais, possuindo direito à vida, à liberdade e igualdade. Porém, nota-se a discriminação e preconceito governamental ao evitar discutir a problemática, associando o HIV com pessoas consideradas como promíscuas pela sociedade como homossexuais e usuários de entorpecentes. Assim, soropositivos se afastam e não buscam tratamento adequado por medo do julgamento.
Conclui-se, portanto que, medidas são necessárias a fim de alterar esse cenário. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, em parceira com redes de televisão aberta, devem orientar acerca do vírus HIV explicando sobre seus reais meios de infecção e sobre o uso de antirretrovirais por meio de propagandas estreladas por soropositivos a fim de diminuir a informação acerca do agente patogênico.
Dessa forma, espera-se que a problemática seja reduzida.