O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 14/11/2021
No filme estadunidense “The Normal Heart” que se passa em 1981 retrata um período de epidemia causada pela AIDS, como a imensa maioria dos infectados são homossexuais ela logo é apelidada de “câncer gay” e pouca atenção é dada por parte do governo norte-americano. Fora das telas, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI, uma vez que no Brasil há uma grande falta de informação e preconceito sobre a doença e aos soropositivos.
Em primeiro lugar, pouco se é feito para disseminar a falta de informação sobre a doença no país, um ponto muito negativo para nossa atualidade visto que na Idade Média por exemplo, não havia orientação médica única e organizada fazendo com que se houvesse pouca informações sobre as doenças e muitas pessoas vieram a óbito pela falta de conhecimento. Insuficientemente se é falado sobre a AIDS nas escolas e nas mídias, outro tópico negativo, dado que são ótimos meios de pluralizar informações.
Consequentemente, o preconceito sobre os soropositivos se torna muito presente em suas vidas. Isso é um enorme problema, pois há muitos relatos de pacientes que acabam desistindo do seu tratamento. O preconceito gera exclusão, desrespeito, maltrata essas pessoas. A discriminação muitas vezes é tanta que acaba atingindo até a familia dos portadores dessa doença. Segundo o filósofo italiano Benedetto Croce, “ A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora.”
Portanto, medidas são necessárias para poder reverter este quadro. O Ministério da Saúde junto aos canais de mídia, devem criar campanhas por meio de propagandas para divulgar os meios em que se pode pegar a doença e seu tratamento. O Ministério da Educação e Saúde, devem promover palestras para os estudantes com a finalidade de também divulgar as principais informações sobre o HIV e a AIDS, um ponto muito importante visto que a doença está muito presente entre os jovens desta idade. Espera-se, com essa medida, que o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira seja freado.