O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 16/11/2021
Década de 80 foi marcada por mortes de grandes jovens cantores por HIV no brasil, como Cazuza e Renato Russo, por ser uma doença pouco conhecida na época. No entanto o estigma associado ao vírus HIV ainda faz parte da realidade brasileira, segundo o UNAIDS, o número de pessoas infectadas com o vírus cresceu 11% entre 2005 e 2013 no Brasil, sendo sua maioria jovens, estão entre os infectados, e, em virtude disso, medidas são necessárias para mitigar os entraves existentes. Nesse viés, a lacuna existente no sistema educacional e na conscientização nas redes são agravantes desses infortúnios.
Em primeiro plano, é essencial destacar a conscientização nas redes como óbice nesse imbróglio, porque são o principal meio de propagação, para a prevenção ao vírus da aids. Nesse viés, exemplo disso é as campanhas realizadas pela Rede Globo, rede de televisão comercial aberta, em parceria com UNIAIDS, com o objetivo de chamar a atenção dos jovens, em especial para os riscos da contaminação por HIV. Nessa perspectiva, é evidente o desinteresse por parte das pessoas em saber os riscos da aids, em virtude de considerarem desnecessário e banal, corrobora o crescimento do número de jovens que se infectam e, por conseguinte têm suas vidas afetas, dado que a maioria do infectados morrem por causa do vírus. Dessa maneira, é substancial mudança desse quadro de conscientização das pessoas para combater riscos futuros.
Ademais, a lacuna educacional é outro fator recorrente, pois gera crescimento da desinformação sobre como se proteger do vírus HIV. Nesse âmbito, prova disso é a série “13 Reasons Why”, na qual
Justin morre por HIV, vírus que contraiu pelo uso de drogas, motivado pela falta de conhecimento, pois seu único meio de informação era o colégio, já que sofreu abandono parental. Nesse aspecto, fora da ficção, é visível que o déficit de debates e aulas sobre HIV dentro das escolas, local de formação crítica dos cidadãos, acarreta na proliferação de fake news e, do mesmo modo, crescimento do número de pessoas infectadas devido à falta de entendimento sobre o assunto. Dessa forma, é fundamental intervenção estatal para atenuar essa lacuna existente no sistema educacional.
Depreende-se, portanto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira são circustâncias carecedoras de soluções. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, criar políticas públicas voltadas para o público jovem, por meio do inserimento de assuntos, como o da HIV, na matriz curricular nas escolas e aos Sistemas de Comunicação promomer campanhas de conscientização, a fim de que os jovem tenham acesso a mais informações sobre a doença. Sendo assim, a porcentagem de jovens infectados pelo vírus irá diminuir gradativamente.