O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2021
No Brasil, comemora-se o chamado Dezembro Vermelho, mês separado para intensificar as campanhas em apoio aos soropositivos. Entretanto, infelizmente, ainda são muitos os estigmas associados à Síndrome da Imunodeficiência Humana na sociedade brasileira. Sobre isso, deve-se analisar as principais causas e consequências, bem como identificar uma possível solução para a problemática.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o preconceito é o principal colaborador dessa conjuntura. Dessa maneira, de acordo com pesquisa realizada em 2019 pela revista Agência Brasil, pelo menos 64% das pessoas que têm o vírus HIV já sofreram algum tipo de discriminação. Assim, torna-se indubitável que esses pacientes vêm sendo negligenciados e marginalizados pela sociedade, que os afasta do âmbito familiar, atividades comunitárias e mercado de trabalho, o que é inaceitável, uma vez que essa situação configura uma violação aos direitos humanos.
Consoante a isso, vale destacar que, segundo a Medicina, apesar de essa patologia não ter cura, ela tem controle. Entretanto, o resultado do isolamento social desses idivíduos é o desânimo e posterior abandono da terapia, o que pode fazer com que a doença evolua para formas mais severas e, até mesmo, cause óbito. Nesse sentido, é inadimissível que, com tantos avanços, tais sequelas persistam entre as vítimas dessa enfermidade.
Em virtude dos fatos mencionados, pode-se inferir que os estigmas associados ao vírus HIV são derivados do preconceito, que causa ações discriminatórias e agressivas contra os pacientes, gerando a evasão dos mesmos dos tratamentos disponíveis. Dessa forma, para, a longo prazo, resolver o problema, o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e a mídia, deve promover projetos de cunho educativo, através de propagandas em programas de Tv, filmes e anúncios de imagem na redes sociais, além de palestras em escolas, universidades e locais de serviço público. Tais medidas devem ser tomadas a fim de explicar a doença e informar toda a população sobre as maneiras de contágio, riscos do afastamento e do problema da discriminação, bem como instruir a respeito da importância do tratamento contínuo e sobre os postos disponibilizados. Dessa forma, será possível educar a sociedade e solucionar o problema, pois a educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo, segundo Paulo Freire.