O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os estigmas associados ao vírus HIV no Brasil, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, e evidente que a problemática se desenvolve não só devido a negligência estatal, mas também à discriminação social criada contra esse grupo.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais na luta contra o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social. entretanto isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal vem crescendo cada vez mais, trazendo consequências como maior aumento de insegurança e exclusão por parte desse agrupamento que sofre de violência e atentados por parte da população, sendo julgados e linchados apenas por conter o vírus, como também, com a desatenção governamental os cidadãos que portam a doença têm dificuldade em tratar e ter acessos a remédios.
Ademais, o preconceito do corpo social criado em torno desse assunto também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com a pesquisa da UNAIDS, 64,1% das pessoas já́ sofreram alguma forma de estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS. Partindo desse pressuposto, percebe-se que, as taxas de marginalização contra essa classe e alta e vem se tornando ainda mais preocupante durante o passar dos anos, muito desse prejulgamento vem sendo carregado a partir dos anos oitenta onde o HIV atingiu seu ápice, sendo posto pelos cientistas e estudiosos da época como uma doença altamente contagiosa e letal, de maneira em que a nação verde-amarela criasse a ideia errônea de o HIV sendo uma doença endemoniada e suja.
Depreende-se, portanto, que e imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em auxílio e suporte a essa coletividade, por meio de projetos e instituições públicas, essas entidades darão apoio e segurança a os doentes portadores da comorbidade, com o objetivo de diminuir o aumento do contagio da doença e abaixar a taxa de desrespeitos a essa comunidade. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.