O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2021
O ESTIGMA ACOSSIADO AO VIRUS HIV NA SOCIEDADE BRASILEIRA
O filme “Bohemian Rhapsody” relata a história da famosa banda inglesa Queen, e foca principalmente na vida de Freddie Mercury, o vocalista da banda e como a Aids afetou sua carreira e sua vida pessoal, e posteriormente, ocasionou sua morte precoce, assim como a de muitas outras pessoas nos anos 90. Fora da ficção, no Brasil, devido ao preconceito associado às pessoas que portam o HIV, existem estigmas, como o assédio moral e a exclusão de pessoas relacionados ao vírus causador da Aids. Em primeiro lugar, vale ressaltar que assédio moral é a conduta praticada pelo empregador, que atinge a moral e a dignidade do trabalhador. Segundo a UNAIDS, 16,6% dos soropositivos para HIV chegaram a perder seu emprego por causa do vírus. Portanto, o assédio moral é um estigma que pode ser relacionado ao vírus causador da AIDS, uma vez que ao se demitir empregados, por serem soropositivos é uma realidade brasileira, já que se interfere na autoestima e dignidade do trabalhador. Em segundo lugar, é importante lembrar que os indivíduos portadores do HIV sofrem da exclusão social, devido ao preconceito existente na sociedade em relação ao vírus. Na década de 80, esse preconceito era tão grande que termos como “peste gay” e “câncer gay” ficaram conhecidos por serem associados a AIDS. Nessa época, acreditava-se que a doença afetava apenas os homossexuais, e por isso as pessoas soropositivas, como Cazuza sofriam com a exclusão social que era imposta sobre elas. Atualmente, por mais que tenha diminuído, em virtude do avanço da medicina, as pessoas infectadas pelo vírus do HIV sofrem com o afastamento da sociedade, ou seja, esse é um estigma relacionado a esse vírus que precisa ser superado. Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema dos estigmas associados ao vírus causador da AIDS na sociedade brasileira. Entretanto, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde criar propagandas, que estimulem a inserção dos soropositivos na sociedade, além de facilitar o acesso aos medicamentos que controlam a replicação do vírus. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover palestras nas escolas públicas e privadas acerca do tema, para que assim as dúvidas dos alunos sejam esclarecidas e eles não se tornem preconceituosos em relação às pessoas que vivem com o HIV.