O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 17/11/2021

No filme “Cazuza”, de Sandra Werneck, é descrita a biografia do cantor que encantou uma geração no início de sua carreira até a sua morte, causada pela aids, mostrando sua vida exagerada e cheia de aventuras. Durante a narrativa, a autora aborda ataques preconceituosos para com o personagem e expõe os estigmas associados ao vírus HIV na sociedade brasileira. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que o tabu e discriminação se tornaram práticas comuns no Brasil. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentadas, sobretudo, pela desinformação e pela falta de conscientização em terras tupiniquins.

De início, não há como promover informações em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com a valorização e exploração de escravos, o acesso aos recursos hospitalares eram destinados apenas aos aristocratas -organização formada pelos nobres-. Entretanto, tais influências históricas não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2018, onze mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV. Nesse viés, a falta de conhecimento e compreensão sobre a gravidade do assunto faz com que grupos marginalizados pela sociedade não busquem tratamento e adesão aos testes ofertados pelo SUS( Sistema Único de Saúde).

Além disso, destaca-se que a sociedade brasileira desconhece de fato a gravidade do vírus. Isso porque, historicamente, os governos tratam as vítimas do HIV como prioridades, o que as condenam, muitas vezes, a continuarem à mercê do sofrimento e desgaste da doença. Nesse sentido, mediante ao cenário catastrófico da ignorância humana, o número de soropositivos cresceu exponencialmente,  de acordo com a matéria divulgada pelo jornal Data Folha, 2019. Outrossim, em uma reportagem do programa Fantástico, foi abordado que o aumento da incidência de aids, no Brasil, tornou-se comum na atual contemporaneidade e suas consequências podem se tornar fatais, como a do cantor Cazuza.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve promover campanhas que enfatizem a importância do tratamento ao vírus, o que valoriza, desse modo, a conscientização acerca da gravidade da doença, seus malefícios e danos para com a saúde da população. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em propagandas e outdoors, o que gera mais conhecimento e prevenção contra a doença. Desse modo, exemplos como o de Cazuza serão menores e o índice de HIV no Brasil reduzido.