O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 18/11/2021

O escritor uruguaio Eduardo Galeano afirma que “a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la”. Por isso, é imprescindível conhecer as causas do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. De fato, esse quadro se de a fatores como a carência informacional, como também, a falta de empatia social. Logo, são necessárias medidas para mitigar tal problema.

Em primeiro lugar, vale relembrar como a carência informacional auxilia no aprofundamento dessa questão. Nesse sentido, desde os primórdios do surgimento da HIV foi enrraizado na população brasileira o pensamento de que no momento que se contraísse a doença estaria sujeito a uma “setença de morte”. Entretando, com os avanços da ciência ainda que não tenha sido comprovado uma cura eficaz, pelo fato de ser um vírus mutante que ataca o sistema imunológico dificultando a ação dos anticorpos, os tratamentos apresentam resultados satisfatórios, onde é possível viver com qualidade de vida mesmo sendo soro positivo para essa patologia. Assim, apesar dos avanços nos tratamentos para a doença apresentarem eficácia cada vez mais notáveis, a ausência de informações nos meios sociais levam as pessoas a isolar os portadores de HIV, como se a enfermidade apresentasse características contágiosa.

Em segunda inastância, segundo o filósofo Immanuel Kant, os índivíduos devem agir conforme o dever moralmente correto, levando em consideração a existência do outro e criando uma lei universal. Na esteira desse pensamento, é possível perceber que a sociedade não tem oferecido uma convivência humanitária igualitária para todos, visto que  as ações preconceituosas contra os portadores de HIV se mostram evidentes no cotidiano dos mesmos, levando-os a não se sentirem parte da mesma sociedade. Dessa maneira, enquanto os índices de empatia da sociedade forem abaixo do que se espera para viver em comunidade, mais relatos de isolamento social dos portadores da enfermidade seram vivenciados.

Portanto, para que a realidade do estigma associado ao vírus do HIV seja modificada, segundo orienta Eduardo Galeano, é míster que Estado e Sociedade atuem em conjunto. Dessa forma, cabe ao governo oferecer maior esclarecimento sobre como a doença atua no cotidiano dos portadores, assim como, suas formas de contágio, prevenção e tratamento, por meio de palestras explicando o assunto e contratação de profissionais para realizar as mesmas, a fim de que no futuro com a maior carga de conhecimento da população sobre o tema auxilie como anulação da discriminação vivenciada na sociedade.