O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 18/11/2021
O filme “Clube de Compras Dallas” caracteriza o estigma associado ao Vírus da imunodeficiência humana (HIV) na época de sua descoberta, expondo os desafios enfrentados pelos seus portadores. Contemporaneamente, a sociedade brasileira ainda se depara com desafios na superação desse impasse. Indubitavelmente, há um amplo preconceito para com as pessoas com HIV que se intensifica com a ausência de políticas públicas específicas a problemática.
Em primeira análise, é válido ressaltar que, desde a década de 90, com a morte de figuras públicas como Renato Russo e Cazuza por conta da AIDS, criou-se um preconceito enraizado no organismo social. Nesse sentido, a disseminação de conhecimentos errôneos sustenta a discriminação com os portadores do vírus HIV. Ou seja, ainda existem pessoas que acreditam que é possível ser contaminado através da saliva e que o diagnóstico é sinônimo de morte, fazendo do tema um tabu.
Além disso, não há no Brasil nenhum programa social que busque acabar com o estigma associado à pessoa com HIV. A obra de José Saramago “Ensaio sobre a cegueira” faz reflexão à cegueira moral, evidenciando a necessidade de olhar para as pessoas excluídas socialmente. Dessa forma, a ausência de debates acerca do tema silencia e apaga da sociedade os portadores do vírus.
Portanto, é necessária a tomada de medidas que busquem romper com a idealização associada ao HIV e a AIDS. Para que isso ocorra, urge os Ministérios da Educação e Saúde ofereçam nas escolas e nas Unidades Básicas de Saúde palestras, ministradas por portadores do vírus, esclarecendo as formas de contagio, bem como os tratamentos oferecidos pelo SUS. Mostrando, com isso, a possibilidade de uma vida comum para os contaminados e seus familiares e amigos.