O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 18/11/2021

No filme Cazuza: O Tempo Não Para, retrata a história do cantor Cazuza que viveu, no auge de sua carreira, a descoberta da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Essa realidade vivida pelo cantor é também a história de muitos brasileiros que sofrem com estigmas relacionados ao vírus no país. A falta de informação e dificuldade de lidar com a infecção do vírus provam a necessidade de uma intervenção do Estado.

Em primeiro lugar, é possível  citar o fato de que o assunto não é tratado nas escolas de forma clara. A falta de conhecimento e diálogo sobre as causas e consequências do vírus HIV faz com que esteriótipos e preconceitos não sejam combatidos. Sendo assim, é necessário que a informação alcance a todos desde o início da juventude.

Concomitante a isso, é importante salientar que entre os estigmas que as pessoas com o vírus HIV sofrem, os mais comuns são assédio moral e exclusão social. Dessa forma, as pessoas que convivem com o vírus têm dificuldade de se instalar em empregos e encontrar grupos de amigos que lidem bem com sua condição. Isso acontece mesmo que a discriminação contra pessoas portadoras do vírus da imunodeficiência humana seja crime de acordo com a Lei 12.984/2014.

Torna-se evidente, portanto, que é necessária intervenção do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde. Deve ser criado por meio da atuação de médicos e professores, aulas que esclarecem dúvidas sobre formas de tratamento, prevenção e de viver com o vírus HIV. Isso deve ser feito para que o estigma relacionado ao assunto seja mitigado e as pessoas que convivem com o vírus não sejam hostilizadas.