O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 19/11/2021
No livro “A República”, do filósofo e matemático Platão, é retratada uma cidade perfeita, em que o corpo social é caracterizado pela ausência de problemas e conflitos sociais. No entanto, no cenário atual do Brasil, observa-se justamente o oposto, tendo em vista o estigma associado ao vírus HIV, em virtude da falta de debate nas escolas e o preconceito.
Primeiramente, segundo Rubem Alves, importante escritor, as escolas podem representar “asas” ou “gaiolas”, haja visto que podem proporcionar voos ou alienação. Nesse sentido, constata-se a escassez de uma orientação pedagógica acerca dos indivíduos soropositivos, bem como a falta de palestras e debates sobre essa importante questão. Sendo assim, enquanto as redes educacionais representarem “gaiolas”, o Brasil continuará inerte nesse quadro.
Ademais, outro ponto relevante é o preconceito da sociedade, que ainda é agente ativo para a preservação do problema. Um exemplo disso é a baixa procura por profissionais especializados em HIV e AIDS, o que dificulta o tratamento, em virtude dos preconceitos atrelados à doença. Nesse contexto, segundo o historiador Maquiavel, os preconceitos tem mais raízes do que princípios. Dessa forma, é necessária uma mudança de postura social em relação ao vírus HIV.
Portanto, faz-se necessário tomar medidas para resolver esse impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, propor a criação de simpósios e palestras nas redes educacionais acerca da necessidade de erradicar o estigma associado ao vírus HIV e a implementação de propagandas informativas nos veículos de comunicação sobre a importância do tratamento. Ambas as ações serão entregues por meio de um projeto de lei à Câmara dos Deputados. Assim, espera-se que o Brasil se torne um país mais informado e sem estigmas relacionados ao vírus causador da AIDS.