O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 30/11/2021
“Preconceito é opinião sem conhecimento”. Por meio dessa frase dita por Voltaire, pensador francês, é possível uma contextualização com a questão do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, visto que o principal causador dessa situação é a falta de conhecimento da população em relação à doença AIDS. Além disso, é necessário salientar a grave consequência da problemática aos portadores desse vírus: os diversos problemas psicológicos. Dessa forma, é lícito dizer que uma mudança nesse quadro é necessária.
Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de orientação e informação governamental para lidar com essa virose nos dias atuais é a causa fundamental para que o estigma negativo sobre os soros positivos, portadores do vírus HIV, ainda seja manifestado pela população. Já que a falta de conhecimento da sociedade, hoje, ainda é muito alta, como observado pelo dados estatísticos da UNAIDS: “Em todo mundo, 19 milhões das 35 milhões de pessoas vivendo com HIV não sabem que tem o vírus”. Logo, nota-se a intesidade dessa ignorância na população, isso facilita que ações de preconceitos ocorram, pois são criados mitos em torno doença, como por exemplo: apenas os indivíduos promíscuos ou homossexuais podem se contaminar, que esse enfermos estão recebendo punição divina pelos seus atos. Nesse viés, fica claro, que essa atual ignorância brasileira não pode mais se perpetuar.
Outrossim, é imperativo pontuar que os diversos problemas psicológicos decorrentes da problemática possuem um impacto muito grande para os infectados pelo HIV. Haja vista que esses enfermos costumam vivenciar nos seus cotidianos as mais diversas formas de preconceitos com relação a sua virose, essa constância de ofensas facilita com que ocorra desde a casos mais brandos de ansiedades sociais ou, então, os mais graves quadros de depressões. Essa realidade mostra-se muito preocupante, pois, como dito pelo psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, “Nunca despreze uma pessoa deprimida. A depressão é o último estágio da dor humana”. Desse modo, percebe-se que toda essa situação apenas dificulta e prejudica ainda mais a vida desses enfermos.
Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal. O Ministério da Educação em parceria com o Ministérios da sáude devem promover medidas que busquem orientar e informatizar a sociedade sobre a doença, por meio de palestras didáticas organizadas em escolas e praças públicas, a fim de acabar com o estigma negativo sobre os portadores do vírus HIV. Tal ação pode, ainda, proporcionar uma vida mais saudável aos soros positivos. Logo, após a adoção dessas ações, as opiniões sem conhecimento, dita por Voltaire, seram evitadas.