O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 01/12/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto da obra do contista não tenha sido escrito sob o viés social, percebe-se um alinhamento com a realidade brasileira no que tange aos estigmas associado ao vírus HIV. Nesse sentido, é notório que esse é um grande entrave que se sustenta pela falta de consciência dos cidadãos, e, em razão dessa gravidade, faz-se necessário o debate.
Nesse cenário, é fulcral pontuar que a falta de consciência social é causa expressa do revés. Sobre isso, Karl Marx, em um de seus discursos, teceu diversas críticas sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Ao tratar do estigma relacionado ao vírus HIV, nota-se que as críticas de Marx se fundamentam, já que o governo não serve o povo com ações de conscientização sobre a gravidade do vírus HIV e da necessidade de criar medidas para evitá-lo. Destarte, fica evidente a passividade do órgão público.
Em face doo exposto, são essenciais medidas operantes para a reversão da adversidade. Portanto, o Estado, como órgão máximo garantidor de direitos ao indivíduos, deve, por meio das escolas e das redes sociais, criar projetos socioeducativos, a fim de conscientizar o corpo social do vírus HIV, dos seus riscos, como tratar e como evitar a disseminação. Feito isso, o problema será minorado e, assim, a questão deixará de ser uma pedra no meio do caminho dos brasileiros.