O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 14/12/2021

Paulo Freire, educador e filósofo, afirmava que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse sentido, é possível afirmar que a questão do estigma, em nossos dias, associado ao vírus HIV na sociedade brasileira é um mal que tem afetado uma grande parcela da sociedade. Assim sendo, a fim de encontrar uma medida para esse impasse, convém analisarmos dois fatores: a questão da saúde mental dos indivíduos em consonância com o preconceito no país.

Diante desse cenário, é possível destacar que o auxílio psicológico para a minoria afetada pelo vírus é importantíssima no tratamento da doença. Com efeito, segundo dados de 2020 da UNAIDS Brasil, essas condições incuráveis acometem cerca de 37,6 milhões de pessoas no mundo, dado que a grande parte dessas pessoas não possuem nenhum suporte emocional. Dessa forma, é inaceitável que, mesmo com alto impostos pagos pela sociedade no Brasil, é necessário investimentos para que esse mal não continue afetando os fenômenos emocionais  da pessoa humana.

Além disso, figura como problema a intolerância sofrida por essas pessoas soropositivo, uma vez que é direito de qualquer cidadão o respeito. Sob esse viés, segundo o portal de notícia O Globo, a vacina contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) está sendo testada em animais, reduziu o risco de infecção em 79%, uma vez que a evolução tecnológica em relação à sáude, não somente potencializou o combate ao patógeno, como também informações erradas a respeito da situação, isto é, o preconceito surge por pessoas que não são devidamente esclarecidas sobre tal problema. Lê-se, então, como nociva a percepção de que tal cenário não seja resolvido o mais rápido possível pelo âmbito governamental.

Portanto, os governos federal, estadual e municipal devem criar leis  que possam combater com tal problema aliado a educação dos jovens, por meio de parceriais público-privadas, com assistência de ONGs, psicólogos e pedagogos. Espera-se, com isso, um corpo social mais preparado para as adversidades seguindo os passos de Freire para uma sociedade melhor.