O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 28/01/2022

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a base educacional, bem como a falta de conhecimento.

A princípio, a falta de educação caracteriza-se como um complexo dificultador. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange ao preconceito contra as pessoas que vivem com HIV, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.

Outrossim, a carência de conhecimento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo uma pesquisa da agênciabrasil.com, mais de 17% dos soropositivos entrevistados afirmaram que já foram afastados de encontros familiares depois do diagnóstico. Nessa perspectiva, se as pessoas da família não têm acesso à informação séria sobre o vírus HIV e sua maneira de contaminação, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser soluciona- dos. Para que isso ocorra, o MEC deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Em suma, é preciso que se aja agora, pois, como constatou Anne Frank: “Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo.”