O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/02/2022

No seriado Elite,da produtora Netflix,uma personagem é vítima de preconceito e dicriminação social por ser soropositiva.Fora das telas e na sociedade brasileira ,preocupantemente,a realidade é semelhante e portadortes do HIV ainda são estigmatizados devido ,essencialmente,ao preconceito que leva a quadros de opressão.

Diante de tal cenário ,soropositivos ,no Brasil,são vítimas da intolêrancia,da injúria e da exclussão.Isso em razão de concepções estereotipadas,como de que só gays podem se contagiar com o HIV,e  de até mesmo com a falta de informação  a respeito de como a doença é transmitida,o que causa a omissão dos soropositivos da sociedade.Deste modo,prejudicialmente,o preconceito que,para o filósofo Voltaire é opinião sem conhecimento gera a danosa marginalização dos indivíduos portadores do HIV,que,com o adequado tratamento,poderiam levar uma vida normal sem transmitir a doença.

Ademais,estes julgamentos ,muitas vezes,levam a opressão e exclusão do grupo soropositivo do corpo social,configurando um cenário de violência simbólica.Assim,vale ressaltar que,para o sociólogo Pierre Bordieu,nem todo o mecanismo de opressão é físico ,pois pode ser simbólico,como é,negativamente,no caso dos soropostivos que ao revelarem o diagnóstico positivo são privados de atividades familiares e até mesmo demitidos de seus empregos.Logo,urgem mudanças no comportamento com os portadores da sídrome de imuno deficiência.

Portanto,o estigma ao HIV existe no Brasil.O Ministério da Saúde-maior órgão desta área-,então,deve promover uma campanha publicitária,por meio das mídias sociais,onlines e físicas,que expliquem que o HIV é controlável e que explicitem que tanto o preconceito tanto a violência simbólica são crimes,a fim de informar e desestigmizar a parcela da sociedade com a síndrome da imuno deficiência.Desta maneira,comportamentos como contra a personagem de elite irão retroceder no Brasil.