O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 20/02/2022
De acordo com a relatora especial da ONU, Katarina Tanasevski, “A educação é a chave para abrir outros direitos humanos.” De maneira divergente a isso, sobressai o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a estereotipização de minorias sociais e a desinformação.
Em primeira análise, evidencia-se a estereotipização de minorias sociais. Sob essa ótica, o autor Byrne Forne destaca em seu livro, “Homofobia”, que a epidemia da AIDS em 1980 foi um fator decisivo para o aumento do preconceito a homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo, em virtude do conceito “grupos de risco”. Dessa forma, a estereotipização ao redor de minorias sociais, se tornou cada vez mais presente.
Além disso, é notório a desinformação. Desde o início da epidemia da AIDS, em 1980, é decerto a influência da mídia sobre o assunto. O “Jornal do Brasil”, adjetizava a AIDS em suas matérias como “câncer gay” e “peste gay”. Consoante a isso, é possível ver os reflexos da desinformação de antigamente até hoje, visto que de acordo com as Nações Unidas Unaids, 64,1% das pessoas que têm HIV sofreram alguma forma de discriminação.
Depreende-se portanto, de medidas que venham conter o estigma associado ao HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, a inserção da educação sexual nas escolas, por meio de aulas e palestras, a fim de que se trabalhe tanto a prevenção quanto a discriminação em relação a doença. Somente assim, poderá ser evidente a aplicação da frase de Katarina Tonasevski.