O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 22/03/2022
Desde a Idade Média os leprosos foram tratados com desdém e desprezo, segregando eles da sociedade gerando assim uma ansiedade social sobre esse grupo. Hoje no Brasil, há uma situação semelhante onde as pessoas portadoras do vírus HIV são estigmatizadas por uma predominante falta de informação sobre o assunto e um prévio preconceito.
Inicialmente, é preciso entender de onde surge a falta de conhecimento de como funciona o HIV. A falta de informações acessíveis tanto na linguagem quanto na disponibilidade para o público, resultam consequentemente, em ideias prepontentes e equívocadas sobre a doença. Situações de pessoas que erroneamente pensam que é transmissível pelo contato ou que é uma doença de alto grau de mortalidade, gerando uma comoção para outras pessoas , que acabam estigmatizando a doença.
Ademais, vale-se dizer o enorme preconceito da sociedade brasileira acerca desse tema. Sendo uma doença sexualmente transmissível, ela fica sendo atrelada a relações ditas depravadas ou de pessoas de mesmo sexo, já que, em 1980 houve um surto do vírus na comunidade LGBTQIA+ e até hoje algumas pessoas não conseguiram desassociar esse surto dessas pessoas. Dessa maneira, o estigma é perpetuado e não só com um sentido de medo do HIV em si, mas sim, do medo de uma pessoa de um grupo específico passar-lhe, provocando por consequência um desejo de segregação desse grupo social.
Sendo assim, é necessário que o Governo Federam em parceira com o Ministério da Saúde, difunda informações de fácil acessibilidade para o povo, com a finalidade de que as pessoas tomem o devido conhecimento do funcionamento do vírus. Através de programas de publicidade sobre como de fato funciona a doença, apresentado através de uma linguagem simples e objetiva para melhor entendimento do público e atenuando assim o estigma associado ao vírus HIV.