O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 18/03/2022
Desde século XX, originado no continente africano, o vírus do HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida como AIDS, atormenta a vida de várias pessoas. Seja pelas complicações de outras doenças que podem ser adquiridas, ou pelo preconceito e discriminação que as pessoas infectadas sofrem. Além de ser um grande tabu na sociedade, afetando socialmente os portadores.
Em primeiro plano, é importante destacar que o HIV ataca e enfraquece os linfócitos T CD4+, um dos responsáveis pela produção de anticorpos e pela defesa do nosso organismo, deixando-o vulnerável a qualquer tipo de contaminação. A transmissão desse vírus deve-se por contato direto com a secreção de alguém infectado, como a esperma, sangue, leite materno e a secreção vaginal, objetos cortantes contaminados, qualquer tipo de relação sexual sem proteção, durante a gravidez, dentre outros. E devido à transmissão, muitas pessoas não se sentem protegidas e confortáveis ao se relacionarem ou ficarem perto de algum portador, causando uma marginalização enorme.
De acordo com uma pesquisa, feita na PUCRS, a Universidade Católica do Rio Grande do Sul, mais de 25% dos entrevistados, foram vítimas algum crime de ódio, seja ele verbal ou físico, e quase 20% afirmaram a perca da sua fonte de renda ou emprego, justamente por ser portador da doença. Já 81%, diz não conseguir se abrir com sua família, amigos ou parceiros a respeito da doença, por medo de sofrerem exclusão e repressão. E mesmo existindo tratamentos para o controle da doença, como os antirretrovirais, que inibem a propagação do HIV no organismo, melhorando a qualidade de vida, além do uso de preservativo durante as relações sexuais, e de outros cuidados, o debate acerca da AIDS é mínimo, o que torna grande parte da população ignorante sobre o assunto.
Em vista dos argumentos apresentados, é notável que o Governo precisa investir em políticas públicas, ajudando os portadores, e deve divulgar também informações a respeito da convivência com alguém infectado, para a conscientização da população, sobre a transmissão e os cuidados indispensáveis. Além de propor projetos nas redes de ensinar, explicando desde sempre que a AIDS e o HIV tem controle, já o preconceito tem cura.