O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 18/03/2022

Cazuza, um dos maiores músicos do Brasil, morreu devido complicações do vírus HIV, em julho de 1990. A epidemia da doença sexualmente transmissível teve seu pico durante os anos noventa, muito estigmatizada, principalmente no início, por não conhecerem a fundo as características da infecção. Contudo, hoje o preconceito ainda é presente por estar ligada a prática sexual e erroneamente atrelada a grupos minoritários, como por exemplo, gays, transexuais ou até mesmo trabalhadores do sexo.

Entretanto, a princessa da Inglaterra, Diana, inaugurou em 1987, a primeira clínica do Reino Unido para o tratamento de soropositivos. Além disso, apertou a mão de um paciente portador do HIV, em uma época em que se acreditava que a doença era transmitida até mesmo pelo toque. Se tornando assim, um grande avanço para a quebra dos primeiros estigmas relacionados à aids.

Porém, a população que convive com a doença, em decorrência do preconceito, se isola involuntariamente da vida social. Por isso, o ingresso a um novo emprego ou até mesmo a permanência no atual é um grande problema. Em adição, os problemas pscológicos se tornam muito mais prejudiciais do que a infecção em si, sendo agravados pela falta de suporte de amigos e da família.

Portanto, para que o estigma associado ao vírus HIV diminua dentro da sociedade brasileira, seria necessário a divulgação de campanhas de concientização, realizadas pelo governo. Além de serem veinculadas nos canais de televisão aberta, as redes sociais são uma grande aliada para atingir o público jovem, alcançando cada vez mais pessoas. Só assim, a sociedade entenderia que a aids é uma doença classificada como uma infecção crônica manuseável, como as diabetes. Enfim, o preconceito diminuiria e os pacientes soropositivos passariam a realizar seus tratramentos com a dignidade e o apoio necessários.