O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 25/03/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do estigma associado aos indivíduos com o HIV.Com isso, surge a questão do prejulgamento, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pela falta de conhecimento sobre o tema, seja pela fraca educação nacional.

Convém ressaltar, que a ausência de informação é um fator determinante para a persistência do problema.Nesse sentido,o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Por conseguinte, Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a o HIV, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Como exemplo, o fato de que - conforme levantamento do G1- mais de 50% da população diz ter receio das pessoas portadoras da doença, entretanto, o vírus só é transmitido por relações sexuais ou seringas contaminadas. Logo, é preciso reverter esse cenário.

Outrossim, o debilitado ensino canarinho ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nessa perspectiva, para o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com esse viés, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Assim sendo, no que tange o rótulo aos seres que possuem a doença , percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão. Dessa forma, sem a instrução correta, a sociedade possui uma ideia pré concebida dos doentes, que vai ultrapassando as gerações.

Portanto, indubitavelmente, ações são necessárias para resolver esse problema. Destarte, o MEC deve desenvolver palestras em escolas, a serem transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar o estigma. Dessa maneira, as críticas de Machado de Assis pertencerá apenas ao passado da sociedade canarinha.