O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/03/2022
Apesar do avanço da Medicina, infelizmente, no Brasil ainda há muitas mortes ocasionadas pela HIV. E esse caótico panorama, ocorre principalmente por causa do estigma associado aos portadores da patologia. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a marginalização das pessoas mais vulneráveis à AIDS e o que a desinformação acarreta.
Primordialmente, é válido discorrer acerca do conceito de Estigma Social do sociólogo Erving Gollfman, que é a situação,na qual, o indivíduo está inapto a aceitação social plena. E isso é perceptível, pelo fato de que as pessoas mais vulneráveis ao contágio da HIV, como Gays, Trans e usuários de drogas, são os mais marginalizados por parte da sociedade. Esse desprezo decorre, porque as questões morais são postas acima de tudo, por exemplo, do começo da Epidemia da AIDS até os dias atuais, ainda existe a segregação desses sujeitos. O preconceito agregado à ausência de subsídio informacional gera danos drásticos na sociedade brasileira como a morte dos contaminados .
Outrossim, é igualmente necessário apontar que a desinformação da sociedade acerca dessa temática gera o preconceito que conduz à lógica de Gollfman, gerando assim profissionais despreparados para lidarem com as pessoas que possuem o HIV. E isso produz a falta de acolhimento para com esses indivíduos, fazendo com que eles recusem ou ofereçam resistência a um diagnóstico e tratamento que pode salvá-los da morte. No ano de 2019, segundo o Boletim Epidemiológico publicado pelo MS, registrou que cerca de 11% dos brasileiros que possuem a patologia não foram diagnósticadas e 33% não realizam o tratamento. O que poderia diminuir a carga viral e ajudá-los com as mudanças de hábitos, melhorando assim, a qualidade de vida.
Frente a problemática do Estigma associado ao vírus HIV, faz-se urgente, portanto que o Ministério da Educaçãp,no papel de gestor Educacional Federal, realize a conscientização da população brasileira por meio de paletras em escolas e faculdades sobre o impacto do preconceito na vida das pessoas soropositivas a fim de amenizar essa barbárie e os danos psicológicos.E cabe ao Ministério da Saúde, promover programas, como o Centro de Acolhimento e Testagem, e preparar adequadamente os profissionais de Saúde por meio de cursos, essa medida tem o afã de diminuir as mortes e promover o tratamento eficiente. E assim finalmente, criar-se-á um Brasil livre das heranças preconceituosas enraizadas na sociedade Canarinha.