O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/04/2022

Em meados do século XX, o estigma relacionado ao HIV se expandiu. Naquele tempo, mesmo em hospitais os pacientes só eram manuseados pelos profissionais com uso de luvas e mascaras de proteção, ainda que o vírus não fosse transmitido pelo toque, havia também o abandono por parte da família e dos entes queridos. Com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, era de se esperar uma mudança significativa no âmbito social com respeito às pessoas soropositivas e de fato houve, mas não obstante.

Figuras históricas, tal como a Princesa Diana, contribuíram fortemente para a quebra de muitos estigmas relacionados àqueles que sofrem com a doença, mas ainda é muito grande o número de pessoas ignorantes acerca do assunto, em determinados momentos essa ignorância parte inclusive daqueles que sofrem com o HIV. Levando em consideração que o psicológico de um portador de HIV já está abalado, sofrer com as represálias da sociedade torna a situação ainda mais difícil e faz prevalecer a vergonha e o receio da exposição.

Mesmo com estudos avançados da medicina ao longo dos anos sobre o controle do HIV no organismo humano, essas informações tendem a não ser amplamente divulgadas pelo Estado, o que gera ainda mais preconceitos. Em lares adotivos, a grande maioria das crianças que foram expostas ao vírus da AIDS não conseguem encontrar uma família em decorrência do estigma associado a doença. Vale salientar que existem os indivíduos que não tem acesso à informação por viverem em uma situação precária no geral, e que deixam de fazer o tratamento até por não terem conhecimento de que estão infectados, desse modo acabam por transmitir o vírus sem a intenção.

Com base na situação exposta, entende-se que é necessária uma ação do Estado em conjunto com o Ministério da Saúde e das mídias sociais para que mais informações sejam divulgadas no que concerne aos estudos sobre o vírus da imunodeficiência humana e aqueles que vivem com ele. Também é imprescindível ampliar tais informações no âmbito escolar, visando ensinar de antemão as formas de prevenção do HIV e também dos cuidados adequados e principalmente o respeito que uma pessoa soropositiva deve receber.