O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 06/04/2022

Na segunda metade do século XX, foi identificado o vírus da imunodeficiência humana, causador da AIDS, devido a falta de informação divulgada, muitos passaram a evitar contato direto com um portador, pelo receio do contágio, ainda que o vírus não fosse transmitido dessa maneira. A exclusão para aqueles que portavam o HIV foi radical, desde o âmbito social ao familiar. Com os novos meios de comunicação, era de se esperar uma mudança significativa no que tange a forma como são vistas às pessoas soropositivas, de fato houve, mas não obstante.

Tendo em vista que o psicológico de um portador de HIV já está abalado, sofrer com as represálias da sociedade torna a situação ainda mais difícil e faz prevalecer a vergonha e o receio da exposição. A princesa Diana foi uma figura importante para o combate ao estigma, constantemente em entrevistas ela era vista abraçando e tocando pessoas infectadas pelo vírus da AIDS sem restrição de luvas ou máscaras, embora isso tenha gerado impacto e contribuição para causa, atualmente alguns problemas relacionados ainda persistem.

Mesmo com estudos progredindo ao longo dos anos sobre o controle do HIV no organismo humano, essas informações tendem a não ser amplamente divulgadas pelo Estado, o que gera ainda mais preconceitos. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) apontam que a maioria das crianças que foram expostas ao vírus da AIDS não conseguem encontrar uma família em decorrência do estigma associado a doença. Vale salientar que existem os indivíduos que não tem acesso à informação por viverem em uma situação precária no geral, e que deixam de fazer o tratamento até por não terem conhecimento de que estão infectados, desse modo acabam por transmitir o vírus sem a intenção

Com base na situação exposta, entende-se que é necessária uma ação do Estado em conjunto com o Ministério da Saúde e das mídias sociais para que mais informações sejam divulgadas no que concerne aos estudos sobre o HIV e aqueles que vivem com ele. Inclusive, é imprescindível ampliar tais informações no âmbito escolar, visando ensinar de antemão as formas de prevenção e também dos cuidados adequados e principalmente o respeito que uma pessoa soropositiva deve receber.