O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 19/04/2022

Na obra “A corrente da vida”, o escritor Walcyr Carrasco busca denunciar o estigma relacionado ao HIV que existe no Brasil. No livro, o autor mostra que a forte discriminação sofrida pelos infectados prejudica suas vidas, pois gera sua exclusão na sociedade. Diante disso, é preciso discutir a origem desse preconceito, que surgiu porque a AIDS era considerada a doença exclusiva dos homossexuais e a relação dele com o medo que os soropositivos têm de buscar tratamento.

Primeiramente, discute-se que durante as décadas de 80 e 90 do século XX, os primeiros casos de AIDS aparecem no mundo, e com eles nasce a raiz do preconceito. Na época acreditava-se que a patologia atingia exclusivamente pessoas homossexuais, e por isso se tornou uma enfermidade esigmatizada, já que a homossexualidade era um tabu para a sociedade daquele período, por esse motivo, a população brasileira ainda trata a Síndrome da imunodeficiência adquirida como uma doença vegonhosa, o que faz com que não exista um combate eficaz a esse distúrbio no Brasil.

Além disso, ressalta-se que a AIDS é uma patologia viral que tem alto poder de disseminação e enfraquece o sistema imunológico do infectado, fazendo com que infecções oportunistas sejam capazes de matar o paciente, portanto é uma doença muito grave que deve ser tratada precocemente. Entretanto, devido ao estigma relacionado ao HIV presente no país, os soropositivos se sentem inibidos a buscarem tratamento, pois as pessoas que convivem com eles saberiam do diagnóstico e eles poderiam se tornarem alvos de discriminação, tal realidade é lamentável e faz com que muitos morram por medo do preconceito.

Portanto, conclui-se que o estigma relacionado ao HIV na sociedade brasileira tem prejudicado a vida dos infectados e atrasado o combate à doença no país. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação unido ao Ministério da Saúde promovam campanhas de conscientização sobre como previnir a AIDS e combater o preconceito, através de palestras nas escolas e ações sociais nas regiões mais afetadas pelo vírus, de forma que consiga convencer a população de que a discriminação não vale a pena, para que assim o número de casos diminua e os infectados não tenham mais medo de buscar atendimento.