O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 22/04/2022
Em decorrência de uma sociedade punitivista, conservadora e LGBTfóbica, em pleno século 21 o HIV, e todas as esferas que o cercam, ainda são focos de grande discriminação e preconceito no Brasil. Isso acontece, por tratarmos de formas equivocadas a problemática, relativizando a fonte do problema e não conscientizando de maneira precisa a população para um contenção no crescimento de casos.
Desde a datação do vírus e posteriormente a ocorrência de um “boom” de casos em meados da década de 80, foi sendo criado no imaginário popular um correlação da infecção com a comunidade LGBTQIA+, sendo mais precisamente com a população gay e trans, por terem números signficativos de pessoas acometidas. Com isso, unida a falta de informação e um despreso social às pessoas membro da comunidade, criou-se uma onda de descaso e um número expressivo de mortes. Neste contexto, alguns artistas vieram a público para apoiar a causa como foi o caso da cantora Madonna, que na década de 80 usando seu alcance e espaço na mídia, distribuiu no verso de seu álbum, intitulado “Like a Prayer”, um comunicado educativo a prevenção do HIV e AIDS.
Por outro lado, além da tentativa de personificar quem terá esse vírus, também é construído uma cultura do não dialogo e conscientização com a população, criando assim uma sociedade com indices crescentes de novos casos, como aponta os dados do Ministério da Saúde com aumento de 32.701 mil pessoas infectadas no país em 2020.
Diante de um panorama preocupante acerca do HIV no Brasil, é indescutível a importância de um programa orquestrado pelo Ministério da Saúde em parceria com os estados e municípios que através da conscientização nas escolas e propagandas, testagem e acompanhamento regular a população soropositiva consiga assim diminuir a crescente de casos, viabilizar o acesso de pessoas soropositivas a direitos e modificar o estigma criado ao longos de mais de 4 décadas.