O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 22/04/2022

Renato Russo, Cazuza e Fred Mercury são alguns exemplos de famosos que morreram devido a doenças sexualmente transmitidas. Muito embora a tecnologia tenha dado saltos de desenvolvimento, as estatísticas ainda apontam um alto índice de infectados. A partir desse ponto de vista, é válido discutir a falta de conhecimento sobre a problemática como principal impulsionador de intolerâncias e a associação da AIDS como doença mortal.

Deve-se pontuar, de início, que na sociedade contemporânea as discussões sobre o HIV se mostram ineficazes, pois há um crescente número de infectados. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 880 mil pessoas convivem com o vírus, além de haver 40 mil novos casos anualmente. Tal fato se dá devido à permanência de tabus e mitos que permanecem na sociedade devido ao déficit educacional. Com isso, a falta de ensino sexual acoberta a doença, segregando o infectado e gerando outras doenças como a depressão por sentirem vergonha do próprio corpo.

Ademais é valido discutir a falta de diagnósticos como obstáculo para reduzir a proliferação de inverdades sobre as DST´s. Apesar de apresentar uma taxa de 4,1 mortos a cada 100 mil habitantes, conforme dados do UNIAIDS, ainda se observa muitos estigmas que afastam os indivíduos dos laboratórios. Assim, os exames são feitos tardiamente com a patologia já desenvolvida podendo chegar ao ponto extremo de falecimento, ocasionando a manutenção de um ciclo vicioso onde a população é maior prejudicada.

Observa-se, assim, que ações são necessárias para resolver o impasse. O Poder Executivo Federal, mais exclusivamente o Ministério da Educação, juntamente como o Ministério da Saúde deve promover um Projeto Nacional de sexualidade. Isso deve ocorre mediante ao acréscimo de aulas sobre o assunto na grade curricular das instituições de ensino, com o objetivo de combater preconceitos e assinar a prevenção e tratamento da virose. Além de veicular conteúdos nas mídias sociais com o fito de aumentar o alcance e gerar maior preocupação sobre o bem-estar. Desse modo, casos como dos cantores deixarão de ser uma realidade e passarão a ser apenas mais um dado estatístico.