O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 29/05/2022
O filme" E a Vida Continua", dirigido por Roger Spottiwoode, conta o surgimento da epidemia da AIDS, e a descoberta científica do vírus HIV, a longa-metragem retrata a estigmatização sofrida pelos portadores do vírus. Assim como na obra cinematográfica abordada, observa-se na conjuntura brasileira contemporânea, devido a conceitos preconceituosos perpetuados ao longo da hitória humana, uma vez que os indivíduos que sofrem dessa condição são marginalizados. Ademais, é preciso salientar, ainda, que a sociedade atual carece de informaçõesba respeito desse assunto, o que gera um estranhamento em torno da questão.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desinformação da sociedade brasileira é o principal catalisador da discriminação. De acordo com dados do Índice de Estigma em relação ás pessoas vivendo com HIV/AIDS, indica que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de estigma pelo fato de viverem com a doença. A partir de estudos em todo o mundo, o preconceito e a discriminação estão as principais barreiras para o acesso a serviço de prevenção e testagem para o HIV. Consequentemente, os indivíduos portadores dessa doença, convivem em um ambiente degradante, o qual é marcado por preconceitos e tabus estruturais, enfrentando constantemente a invisibilidade social.
Ademais, outra causa responsável pela manutenção dessa mazela social é incúria dessas instituições formais de ensino. Isso porque as escolas- as quais exercem o papel educativo estão, por vezes, mais focadas nas notas disciplinares dos alunos do que em promover projetos que poderiam conscientizá-los acerca do tratamento do vírus da AIDS e desmitificar os estigmas relacionados.
Fica exposta, portanto a necessidade de medidas para mitigar o estigma associado ao vírus HIV. Destarte, as Secretarias de Educação juntamente com o Ministério da Saúde devem desenvolver projetos nas escolas, por meio de palestras e de dinâmicas educativas, levando médicos e pacientes para debaterem sobre o preconceito enfrentado no cotidiano, uma vez que o depoimento individual sensibiliza os estudantes, com a finalidade de ultrapassar estereótipos negativos.