O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 29/05/2022

Embora a Constituição brasileira de 1988 assegure, em seu artigo 5º, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa o estigma associado ao vírus HIV no Brasil, uma vez que os portadores dessa doença sofrem preconceito em diversas áreas de suas vidas. Diante desse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a ausência de medidas governamentais voltadas à conscientização da população a respeito da doença e a desinformação da sociedade acerca do assunto.

Diante desse cenário, faz-se necessário analisar como parte das autoridades governamentais lidam com os estigmas associados ao vírus HIV, isso, pois, como afirmou Gilberto Dimenstein em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileiro é ineficaz, pois apesar de ser completa na teoria, ela não se concretiza na prática. Prova disso é a ausência de políticas públicas voltadas à aplicação do artigo 5º da Constituição do Brasil, que garante a igualdade. Isso é perceptível quando se observa o grande preconceito que um indivíduo soropositivo sofre em seu cotidiano, fazendo com que, muitas vezes, essa pessoa desista de seu tratamento.

Outrossim, é válido ressaltar que há, no Brasil, grande escassez de informações a respeito do preconceito sofrido por portadores do vírus HIV. Nesse sentido, é lícito mencionar o filósofo grego Platão, que narrou o intitulado “Mito da Caverna” em sua obra “A República”, no qual homens, acorrentados em uma caverna, viam apenas sombras, acreditando que aquela era a realidade do mundo. Dessa forma, os brasileiros, sem acesso à informações acerca do assunto, vivem na escuridão, isto é, ignorância, disseminando atitudes preconceituosas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, deve inserir na escola, forte ferramenta de formação de opinião, palestras a respeito do assunto, ministradas por profissionais da saúde, a fim de conscientizar os estudantes, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Espera-se, com isso, que a questão do estigma associado ao vírus HIV seja freada.Tornando uma sociedade mais justa e igualitária para todos, tal como afirma o artigo 5º.