O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/06/2022

Nos anos 80 foi registrado no mundo o primeiro caso da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e sua estigmatização se deu ,principalmente, à falta de conhecimento a respeito da doença, por sua associação a grupos populacionais específicos mais afetados em seu início como homossexuais e usuários de drogas, e também por ser denominada como “uma sentença de morte”. No entanto, apesar de a riqueza de informações sobre a doença no presente, ainda existe um grande preconceito para com os indivíduos que vivem com o HIV. Logo, medidas devem ser tomadas para acabar com a estigmatização da AIDS.

Em primeira análise, de acordo com uma pesquisa realizada pela UNAIDS e pela PUC do Rio Grande do Sul, cerca de 80% das pessoas que vivem com HIV relataram dificuldade em contar às pessoas sobre seu diagnóstico e também disseram sofrer discriminação, desde comentários depreciativos e assédios verbais, a agressões físicas. Isto é preocupante pois evidencia o quão preconceituosa a sociedade brasileira é em relaçao aos indivíduos soropositivos, e o que diversas mudanças devem ser feitas para acabar com estes preconceitos.

Ademais, a falta de informação de culmina na perpetuação desses estigmas também tem ligação direta com o aumento de mortes. Segundo a diretora do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, hoje, se fala menos sobre a AIDS também nas escolas e até na mídia, fazendo com que o assunto acabe entrando em pauta apenas na área científica. Além disso, graças a isto, muitos jovens de hoje se protegem menos, e acabam deixando de usar preservativos muitas vezes, até por acreditarem que Aids é uma doença do passado ou de pessoas mais velhas.

Portanto, para melhorar a vida daqueles que portam o vírus HIV em nosso país, o Ministério da Educação deve realizar campanhas e palestras sobre educação sexual com profissionais da saúde e professores, tanto nas escolas e universidades bem como nas mídias sociais, para dessa maneira conscientizar a população e dessa forma quebrar o tabu de se debater sobre ISTs, como também deve promover o acesso fácil ao sistema público de saúde, sem discriminar os pacientes para assim, diminuir o preconceito e os índices desta doença.