O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 13/06/2022

Com o advento do movimento nazista na decada de 40, diversos fators contribuíram para o crescimento da intolerância e preconceito, de maneira análoga a isso destaca-se o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a descriminação de pessoas soropositivo e a luta por continuar o tratamento.

Em primeira análise, evidencia-se o crescimento da descriminação de pessoas soropositivo no Brasil. Sob essa ótica, segundo o último censo do IBGE de 2021, mais de 80% das pessoas diagnosticadas como soropositivo ja sofreram algum tipo de preconceito, fato que ainda se faz presente por culpa da ignorância da população sobre o vírus, tratando-o como algo extremamente contagioso, ao contrario de como a patologia é apontada. Dessa forma, percebe-se que o preconceito com pessoas com HIV é fruto da falta de conhecimento de uma doença cada vez mais comum em nossa sociedade.

Além disso, é notório a luta por continuar o tratamento da doença. Desse modo, é fundamental o apoio de familiares e conhecidos com os pacientes de HIV, tendo em vista que muitos desistem do tratamento por culpa não só dos desafios e restrições para tratar a enfermidade, mas também de estigmas da sociedade com a doença. Consoante a isso, o filósofo Hipócrates, considerado pai da medicina, afirma que a saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença. Sendo assim, é necessario um foco também na luta contra o preconceito e discriminação de soropositivos, para um combate maior não só pela saúde física mas também pela saúde mental e social dos pacientes.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o estigma associado ao vírus HIV no Brasil. Dessa maneira, cabe aos Governos Estaduais realizar um plano de apoio para concientizar a população e apoiar quem vive com a doença, por meio de um acordo entre os estados com o intuito de criar um suporte maior para o tratamento da patologia e espalhar a informação sobre a mesma, a fim de que esse estigma venha a diminuir de forma a melhorar a convivência social de quem lida com HIV. Somente assim poderemos destruir a intolerância e preconceito que estão presentes desde o Movimento Nazista.