O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
Na série de streaming ´Elite´, é retratada a vida de Marina, uma jovem portadora do virus HIV, e a mudança de comportamento dos colegas após descobrirem que a garota possui tal doença. Tal trama pode ser comparada a realidade de muitos Bra -sileiros, que sofem diariamente com comentários discriminatórios por serem soro- positivo. Visto isso, é evidente que o estigma associado ao vírus HIV no Brasil é um problema na sociedade. Nesse viés, destacam-se 2 aspectos a serem revisados: o preconceito e a falta de conhecimento referente a AIDS.
Antes de tudo, é válido ressaltar que o preconceito é um dos maiores conflitos en- frentados pelos portadores da AIDS. Desse modo, além de enfrentar os sintomas fí-sicos causados pelo vírus, a pessoa lida com o psicológico afetado pelas fofocas e comentários preconceitos. Fato que pode gerar problemas psicologicos como de- pressão, ansiedade e baixa autoestima. Esses comentários maldosos estão direta- mente ligados a um preconceito hereditário sobre a donça, fato que pode ser com parado a ideia do físico Albert Einsten, de que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.
Além desse preconceito ser hereditário, é possívil fazer ligação com a falta de co- nhecimento sobre o vírus da AIDS por parte da sociedade brasileira. Visto isso, em média, 45% das pessoas portadoras de HIV sofrem com comentários discriminató-
rios vindos família e outras pessoas, segundo a agência de notícias ´Agenda Brasil´.
Essas pessoas, por sua vez não possuem conhecimento sobre a doença, e por esse motivo tiram suas próprias conclusões sobre o portador, emitindo comentários preconceituosos, que são passados de geração por geração. Visto isso, fica clara a necessidade de quebrar esse ciclo de falta de conhecimento sobre a AIDS.
Portanto, o estigma associado ao vírus da HIV deve ser rompido da sociedade bra-
sileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal a criação de campanhas publicitárias com informações úteis sobre a AIDS para concientizar a população, por meio de redes sociais e canais televisivos, afim de que todos fiquem cientes do que uma pessoa soropositiva passa, e ao invés de atacar, ajude-a. Somente assim, pessoas como Marina não vão sofre preconceitos por serem portadores da AIDS.