O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 20/06/2022
Na Constituição Cidadã, promulgada em 1988, consta que o acesso ao respeito, à dignidade e à convivência social é um dos direitos de todos os cidadãos brasileiros. Contudo, esse importante direito não vigora de forma satisfatória para os portadores do vírus HIV, visto que diariamente experenciam diversos estigmas associados à patologia. Tal problemática tem sua ocorrência creditada na falta de informação pertinente sobre o tema e o preconceito histórico que permeia gerações.
Convém ressaltar, a princípio, que a carência informacional sobre o vírus HIV é um fator determinante para a persistência do problema. O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em diversas ocasiões ressaltou que as ações que transformaram o mundo foram fundamentadas na educação. Em paralelo ao discurso, de fato, a ampliação da propagação do conhecimento sobre o vírus tem a capacidade de transformar o inconsciente coletivo e diminuir os estigmas associados às pessoas soropositivas.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do preconceito, gerado por acontecimentos históricos, que fixou vários estigmas na cultura brasileira. Na Grécia Antiga, por exemplo, recém-nascidos eram mortos se apresentassem alguma patologia perseptível macroscopicamente. Isso, infelizmente, corrobora que o preconceito com os portadores de doenças, com enfâse nos portadores do vírus HIV, se instalou por meio de um processo histórico, o qual dificulta essas pessoas a terem seus direitos respeitados.
Portanto, para haver a ruptura dos estigmas associados ao vírus HIV no Brasil, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, promova o conhecimento sobre o vírus HIV, visto que refletirá de forma positiva na diminuição do preconceito. Isso pode ser feito por meio de palestras que expliquem o vírus, o meio de propagação e os estigmas relacionados. As palestras precisam ser realizadas por profissionais da área da saúde em comunidades, por exemplo, em comunidades escolares, para que, assim, os estigmas associados ao vírus não seja uma realidade marcante na sociedade brasileira.