O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 03/07/2022
Segundo a Constituição de 1988, saúde é um direito de todos e dever do Estado. De maneira análoga a isso, citemos a infâmia que circunda o vírus HIV em nosso país, contribuindo para o agravamento do problema. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: preconceito social por desinformação e falta de acolhimento humanizado no sistema de saúde.
Em primeira análise, evidencia-se o preconceito social por desinformação. Sob essa ótica, segundo programa das Nações Unidas, Unaids, 64% das pessoas que têm HIV sofreram alguma forma de discriminação. Dessa forma, fica evidente que o preconceito é real e prejudica o enfrentamento do problema, haja vista que, as pessoas contaminadas deixam de buscar ajuda por vergonha, aumentando os riscos para si e demais pessoas.
Ademais, é notório a falta de acolhimento especificamente humanizado nos sistemas de saúde. Desse modo, segundo Jonathan Mann: “A solidariedade é a pedra fundamental de uma nova era na saúde pública.”. Consoante a isso, um atendimente humanizado contribuiria positivamente para ter-se um número maior de adesão ao tratamento e uma adesão satisfatória, considerando que os pacientes sentiriam-se apoiados e teriam ânimo para superar as dificuldades da doença.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter as consequências do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde; a criação de um projeto nacional que englobe programas sociais informativos a respeito do vírus HIV, programas educacionais de educação sexual nas escolas e programas na área da saúde de atendimento humanizado para pessoas com HIV, em parceria com os orgãos públicos municipais pertinentes as respectivas áreas, para que tenha-se um desenvolvimente relativo ao combate ao preconceito, diminuição do contagio e aumento do sucesso nos tratamentos. Somente assim, haverá avanço em garantir saúde a todo como prevê a Constituição de 1988.