O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
Segundo Madre Teresa de C., “Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos AIDS, mas matar crianças inocentes não nos assusta”. Nesse prisma, destacam-se dois importantes aspectos: a falta de informação das pessoas e o impacto na saúde mental dos que sofrem discriminações relacionadas ao vírus causador da AIDS.
Evidencia-se, em primeiro plano, a desinformação sobre doenças sexualmente transmissíveis no geral - principalmente sobre a AIDS, quando se trata do Brasil. Sob essa ótica, segundo o cantor Cazuza, grande ícone da luta contra a AIDS em território verde-amarelo, “a AIDS não é uma epidemia e ninguém pode deixar de se amar por causa dela”. Consoante a isso, nota-se que grande parte dos casos de preconceito para com soropositivos deve-se ao fato de a maioria das pessoas não ter acesso a informações e não saber como se transmite o vírus HIV.
Além disso, como consequência, é notório o impacto negativo de tal preconceito, principalmente naqueles que o sofrem. Sob esse viés, segundo uma pesquisa da UNAIDS, juntamente com a PUC-RS, 80% das pessoas que vivem com o HIV relataram dificuldade em contar às pessoas sobre o seu diagnóstico. Desse modo, percebe-se que o preconceito se faz presente na maioria das pessoas e que isso se torna uma influência negativa para aqueles que foram diagnosticados com o vírus, fazendo inclusive com que desenvolvam transtornos psicológicos e, em casos extremos, levando ao suicídio.
Depreende-se, portanto, a ação de medidas que venham conter tal problema. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da Saúde Pública no país, juntamente com o Ministério da Educação, desenvolva ações que possam trazer a informação de forma correta às pessoas, por meio de palestras em escolas, para que o preconceito e o medo do vírus HIV possam se tornar inexistentes na sociedade brasileira. Somente assim, o Brasil deixará de ter medo dessa doença chamada AIDS, como disse Madre Teresa de C.