O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
No início da década de 1990, faleceu o cantor Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, sua morte ocorreu devido a contraição do vírus HIV, de maneira análoga a isso, é preciso analisar o estigma entorno dessa doença e suas raízes. Nesse prisma, é possível notar dois aspectos: a estreita relação entre o preconceito com o vírus HIV e a homofobia e os mitos entorno dessa condição. Nesse sentido, convém analisar as possíveis medidas para amenizar esses fenômenos.
Em primeira análise, evidencia-se uma sutíl e, porém, profunda relação entre os preconceitos contra as pessoas que contraíram o vírus e as pessoas LGBT+. O HIV foi descoberto pela ciência nas décadas de 70 e 80, antes disso, o único motivo que a maioria dos indivíduos tinha para usar preservativos em suas relações era para não ocorrer uma gravidez idesejada, logo, aqueles que se relacionavam com outros do mesmo sexo, teoricamente, não tinham razões para utilizar-los, uma vez que não se tinha conhecimento do vírus. Consequentemente, quando começaram os primeiros surtos de HIV, a parcela da população mais afetada foi a LGBT+ e isso foi e segue sendo usado de forma prejorativa e preconceituosa contra a comunidade.
Além disso, é notório diversos mitos ao redor desse vírus que marginalizam aqueles que o contraem. Os dois principais são que pessoas com HIV não podem ter filhos e teram uma vida curta, ja que, graças a quebra de patente de produção realizada pela UFRJ no início do século, hoje os coquetéis utilizados para o tratamento da AIDS podem ser produzidos pela universidade e serem distribuídos no Brasil pelo governo de forma gratuita. Esses medicamentos permitem que as pessoas contaminadas tenham uma vida normal e, em alguns casos, possam se relacionar com outras sem transmitir o vírus.
Portanto, o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira requer medidas mais promissoras para ser erradicado no país. Para isso, os orgãos públicos de saúde devem, de forma constante, publicar informações nos meios de comunicação a respeito dos avanços científicos entorno do vírus e desmentir fake news que circulam na internet sobre esse assunto, a fim de revertar a propagação de informações equivocadas e, a longo prazo, extinguir o preconceito social associado a doença.