O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 20/06/2022

No filme “Queen”, tem-se a vida dos integrantes da banda britânica, queen, e o impacto do resultado soropositivo para HIV, do vocalista Freddie Mercury, e tempo depois, sua morte pela doença. Ainda nesse contexto, o vírus da HIV continua sendo um assunto que acomete a sociedade brasileira, não com a mesma frequência que antes, mas ainda assim, causa tumulto com seu diagnóstico. Pode- se mencionar a carência informacional e a falta de empatia como problematizadores do tema.

Em primeiro lugar, é notável como a escassez de informação alicerça o tema, já que parte da população acredita que uma pessoa soropositiva para a HIV pode te oferecer algum perigo, ou até mesmo acabar te infectando. Faz-se necessário mencionar dados disponibilizados pela Agência Brasil, em 2019, onde mostra que 46,3% dos entrevistados já escutaram comentários discriminatórios vindo, até mesmo, de familiares.

Ademais, é lícito citar a fala do escritor português, José Saramago. “A pior cegueira é a mental, que nos impede de ver o que temos a frente”. A qual se relaciona diretamente à falta de empatia nas relações sociais com portadores de HIV, e em como essas pessoas acabam sendo prejudicadas por esse descaso e preconceito que lhes são concedidos diariamente. Essa escassez de empatia afeta até mesmo no trabalho e muitos perdem seus empregos por esse motivo.

Mediante ao exposto, é de suma importância que o Ministério da Saúde promova programas, por meio de campanhas em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população acerca da HIV e fazer com que deixem de ser resumidos apenas a sua doença. Dessa forma, teria-se uma melhora no tratamento com pessoas soropositivadas, e menor discriminação.