O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 06/06/2022
No filme Bohemian Rhapsody, que retrata a vida de Freddie Mercury vocalista da famosa banda de rock Queen, mostra como o vírus HIV afetou a sua vida e carreira pessoal. De maneira análoga a isso, no Brasil, os jovens não tem a informação necessária sobre o vírus, desse modo acabam ignorando os métodos preventivos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta da educação sexual para as crianças e jovens, e a exclusão social de pessoas com HIV.
Em primeira análise, na série Sex Education mostra o quanto os adolescentes são carentes de informações sobre doenças sexualmente transmissíveis, ou até mesmo não sabem como se previnir. Sob essa ótica, além de proteger crianças e adolescentes, a importância da educação sexual nas escolas previne abuso sexual, gravidez precoce e DSTS. Dessa forma, com diversos tabus e preconceitos fazem com que esse tipo de informação seja tardio nas escolas, pois muitos pais acham que o ensino é para erotizar as crianças e adolescentes mas não, conversar com a criança sobre a sexualidade não estimula a prática sexual precoce, muito pelo contrário, ajuda as crianças vitimas de assédio a saber que tal ação está errada.
Além disso, é notório a exclusão social de pessoas soropositivas na sociedade, reforçada pelo preconceito, discriminação e estigma desde o surgimento da doença. Desse modo, mesmo com o arcabaço legal já existente no país, essas pessoas sofrem tratamentos desiguais e injustos como perda do emprego, mesmo sendo capaz de trabalhar. Consoante a isso, segundo o programa das Nações Unidas Unaids quase 20% das pessoas com HIV perderam o emprego ou fonte de renda fixa, pois foram demitidas pelo pensamento preconceituoso das empresas.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o estigma a pessoas soropositivas. Dessa maneira cabe ao Governo por meio do Ministério da Saúde e da Educação, fazer campanhas educacionais e informativas sobre educação sexual, por meio de palestras e cartazes nas escolas, para que esses alunos fiquem informados sobre como se previnir. Somente assim, o preconceito com as pessoas com HIV irá diminuir no país, e as crianças e adolescentes vão ter as informações necessárias para conter o contágio do vírus e baixar o indíce de gravidez na adolescencia no Brasil.