O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 09/06/2022
O “cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstain é verificada no estigma associado ao vírus HIV, que assola os soropositivados, levando muitos a desistirem do tratamento e outros a não realizarem a testagem. Nesse contexto, observa-se um delicado problema, que se enraíza na falta de conhecimento e na influência da mentalidade social.
Sob esse viés, pode-se apontar como fator determinante a alienação social presente no problema. Para Hipátia de Alexandria, “compreender as coisas que nos rodeiam é a melhor preparação para compreender o que há mais além”. Porém, há um hiato na compreensão sobre o vírus HIV, visto que grande parte da sociedade desconhece as formas de transmissão, a importância de um diagnóstico e tratamento precoce, criando tabus e estigmas. Assim, para superar o problema, como explicou a pensadora grega, é preciso conhecimento.
Em paralelo, vale ressaltar que o pensamento coletivo influencia fortemente o problema. Para Durkheim, o homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela. De fato, a ação individual resulta de um coletivo problemático quanto ao HIV, uma vez que por não conhecer as reais formas de transmissão da patologia, parte da população brasileira conceitua e propaga informações errôneas, culminando em fortes preconceitos destinados ao soropositivados. Logo, urge que a base sóciocultural seja revista para que o comportamento do indivíduo mude.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Instagram e o Facebook devem criar uma série de transmissões ao vivo, por meio de entrevistas com profissionais da saúde especialistas no vírus HIV, a fim de inverter a falta de conhecimento que impera. Tal ação pode, ainda, contar com a colaboração de grandes influenciadores para divulgarem uma hashtag sobre as lives. Paralelamente, é preciso intervir no pensamento coletivo presente no problema. Desse modo, o Brasil poderá ter menos cidadões invisíveis, como defendeu Dimenstain.