O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 06/06/2022
No documentário ``O tempo não para´´ é mostrada à trajetória do cantor Cazuza após receber o diagnóstico de HIV, a obra documenta perfeitamente a realidade de uma pessoa soropositiva e as dificuldades em meio ao estigma associado ao vírus, principalmente no início da década de 1980, período em que esse se instaurou mais arduamente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o desserviço governamental e o preconceito social.
Em primeira análise, é relevante que o desserviço governamental é de interesse para a manutenção da mazela. No filme ``O clube de compras Dallas´´ o personagem Ron Wodrof é diagnosticado com o lentivírus e passa parte de sua vida procurando tratamentos adequados para o seu estado, uma vez que o governo vigente não estava atribuindo recursos à afecção. Análogo ao exposto, é evidente que o desacato estatal em não atribuir recursos adequados ao tratamento desse infortúnio, deteriora a qualidade de vida de muitos indivíduos. Portanto, é necessário que esse fator seja amenizado.
Além disso, o preconceito social mediante as pessoas portadoras da infecção é de suma relevância para a problemática. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde, cerca de 90% dos infeccionados já sofreram algum tipo de intolerância em algum âmbito social, que posteriormente veio a afetar os seus tratamentos, levando até mesmo um grande número a desistir do recurso. Ademais, esse fato demonstra a influência negativa desse estigma na vivência desses cidadãos, dificultando suas posteriores recuperações. Logo, essa adversidade prevê um retardamento por parte do Estado do Brasil.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o estigma associado ao HIV no país. Para tanto, cabe ao Governo Federal em conjunto do Ministério da saúde -departamento de administração pública da saúde -, a criação de clínicas próprias para o tratamento do vírus, por meio do recursos monetários da área, com a finalidade de propiciar todos os mecanismos adequados para a recuperação desses indivíduos. Só assim será possível construir uma sociedade mais tolerante diferente da apontada na década de 1980.