O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 04/07/2022
Cazuza, cantor brasileiro, foi uma das notórias vítimas atingidas pela HIV no país, que, naquela época não possuia a devida atenção e investimentos necessários. Entretanto, até os dias atuais, inúmeros brasileiros são expostos ao estigma associado ao vírus HIV na nação verde-amarela. Isso se deve não só à ausência de debates sobre o tema, como também à falta de investimentos suficientes no combate à patologia.
Primordialmente, é importante apontar a falta de fomentação a respeito da temática como obstáculo ativo no Brasil. De acordo com Simone de Beauvoir, filósofa francesa, mais escandalosa que a existência de uma problemática é o fato da sociedade se habituar a ela. Dessa maneira, vale ressaltar que a escassez de posicionamento das mídias televisivas e sociais acentuam a ocorrência do preconceito sofrido por pessoas soropositivas, juntamente com a negligência das escolas em fornecer conhecimentos socioemocionais aos estudantess, que, com isso, acabam se alienando em relação as questões sociais atuais.
Ademais, faz-se mister, ainda, salientar a carência de recursos financeiros no que tange a superação do estigma de portadores do vírus HIV. Segundo John Rawls, filósofo norte-americano, em sua obra “Uma teoria da justiça”, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos, promovendo uma igualdade de oportunidades a todos os cidadãos. Desse modo, torna-se urgente enfatizar a necessidade de verbas que sejam destinadas não só a criação e propagação de propagandas preventivas e de combate contra o preconceito instalado na sociedade, mas também a disponibilização de medicamentos e consultas aos soropositivos.
Portanto, medidas são imprescindíveis para solucionar o impasse. A mídia televisiva- maior veículo de propagação informacional-, em conjunto com os governos estaduais, deve realizar campanhas que apoiem as pessoas com HIV, orientando a população sobre mitos e verdades relacionadas a doença e aos tratamentos disponíveis, por meio de propagandas periódicas e ações comunitárias nas cidades, a fim de formar uma população consciente e empática à essa temática tão importante e esquecida.