O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 08/06/2022
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 à educação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado ao vírus HIV dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que o escasso exercício da empatia da sociedade brasileira para a permanência do preconceito relacionado ao HIV. Nesse sentido, de acordo com Immanuel Kant, o indivíduo deve agir conforme o dever moralmente correto, levando em consideração a existência do individualismo. Então, esse princípio chamado “imperativo categórico”, não se concretiza na reali-
dade brasileira, haja vista que muitas pessoas com a doença são marginalizadas pelo povo, que na maioria das vezes não conhece a forma de propagação do vírus, nem seu tratamento. Sendo assim, essa parcela da sociedade acaba sendo acome
tida de problemas psicológicos pela sua exclusão da comunidade em geral.
Ademais, é fundamental apontar a incúria das instituições formais de ensino. Isso porque escolas- exercem papel educativo- estão, por vezes, mais focadas em notas disciplinares do que em promover projetos de conscientização, acarretando na formação deficitária dos estudantes, os quais acabam tratando o assunto como irrelevante. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir direitos indispensáveis, como o da educação, o que é, infelizmente, evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Educação, deve promover uma campanha educativa sobre o assunto, por meio de debates e aulões com professores de biologia e médicos especializados, os quais ministrarão essas aulas em escolas e universidades, a fim de conscientizar os cidadãos brasileiros sobre a importância do apoio as pessoas que sofrem essa doença. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, na qual o previsto pela Constituição será de fato executado.