O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 13/06/2022
Na obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, há o retrato da inquietude e desesperança vividos pela figura central onde a atmosfera não apresenta uma pespectiva de melhora e , que é amiudadamente semelhante a de milhares de pessoas acometidas pelo estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira.Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a inoperância estatal e falta de informações aos individuos acometidos pela doença.
Em primeira análise, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a construção dos estigamas envoltos ao HIV.Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia.Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades em relação a inclusão dessas pessoas, acabam por não se sentirem representadas dentro do senado e por consequência, dentro da sociedade.Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria e mudança dessa realidade. Faz-se imprescindivel uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a falta de informações aos individuos acometidos pela doença,como outro fator que contribui para a manutenção desses estigmas na sociedade brasileira. Posto isso, de acordo com Georgiana Braga, “Quando as pessoas recebem o disgnóstico positivo para o HIV, geralmente correm para a internet para buscar informação. Só que percebemos também que, na internet, há muita desinformação”. Diante de tal exposto as pessoas com o diagnóstico, acabam sendo vitímas de notícias falsas sobre a doença. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar os estigmas associados ao vírus HIV na sociedade brasileira.Dessa maneira, cabe ao MEC fazer o implante de disciplinas sobre o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de promover palestras com pessoas soro positivo, através do aumento na carga horária e no oferecimento de eventos que abordem o assunto, de modo que os estigmas associados ao vírus sejam superados e abandonados. Somente assim, o drama e desesperança ficarão restritos apenas ao meio artístico.