O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 21/06/2022

No documentário “Carta para além dos muros”, retrata a evolução do vírus ao longo de três décadas e mostra o estigma impostos a quem vive com a doença. De maneira análoga a isso, percebe-se que a situação sobre os estigmas associados ao vírus HIV na sociedade perpassa a ficção. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos importantes: o preconceito e a construção de mitos sobre a doença.

Em primeira análise, evidencia o preconceito sofrido pelos portadores do vírus - visto que, o indivíduo pode ter o virus e nao ter a doença AIDS - Sob essa ótica, na última década foram contabilizados um aumento de 700% de contaminados, segundo Ministério da Saúde. durante o pico de contaminação pelo HIV, a grande parte afetada foram LGBTQI+, sendo conhecida na época até por “peste gay”, que infelizmente é usado até na atualidade, no filme “clube de compras dallas”, retrata claramente toda situação vivida na época.

Além disso, é notório que a manutenção de mitos ao redor da doença é um impulsionador para mais sofrimento para os portadores, mitos acerca da transmissão são espalhados até os tempos atuais. Consoante a isso, na obra “Totem e Tabu”, o sexo e a sexualidade sao assuntos que ainda sao tabus, pouco falados.

Depreende-se, portanto, de adoção de medidas que venham estimular a inclusão de pessoas com HIV/AIDS no Brasil. Cabe ao ministério da saúde juntamente com as ONGs, promover campanhas para visibilidade,prevenção,desconstrução de tabus e inclusão de soropositivas na sociedade. Por meio de propagandas nas mídias e palestras com depoimentos de indivíduos que convivem com a doença, e ao ministério da educação, promover interações interdisciplinares sobre sexualidade e contaminação pelo vírus. Para que assim se possibilite uma visão mais inclusiva da discussão e que não se deixe que o senso comum tome conta dos indivíduos no Brasil. E que a realidade de “Carta para além dos muros”, não perpasse a realidade dos soropositivos brasileiros.