O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 07/06/2022
O cantor Cazuza, ídolo pop-rock dos anos 80, se tornou um dos maiores símbolos da luta contra o HIV após divulgar seu diagnóstico e sofreu com o preconceito por parte da mídia e da população conservadora, que acreditava se tratar de um castigo ao seu estilo de vida. De maneira análoga a isso, nos dias de hoje, o estigma associado a esse vírus é tão perigoso quanto a infecção em si. Sendo assim, a fim de mitigar os males relativos à temática, é importante analisar a lacuna educacional e o silenciamento acerca do assunto.
Diante desse contexto, evidencia-se que a ignorância a respeito dos soropositivos é uma das causas da existência de tais paradigmas. Nesse prisma, Platão, em sua alegoria “Mito da Caverna”, narra homens que, acorrentados em uma caverna, vendo apenas sombras na parede, as tem como única realidade. De maneira similar a isso, os brasileiros que, como esses homens, não tem conhecimento sobre como realmente vivem as pessoas com tal patologia, disseminam atitudes preconceituosas.
Além disso, é notório que o HIV é um verdadeiro tabu para a sociedade. Sob essa ótica, um estudo publicado pelo Genomma Lab mostra que 69% dos entrevistados afirmaram que “ninguém vai querer ficar perto” de alguém soropositivo. Desse modo, é imprescindível que o governo reestruture o repasse de verbas destinadas aos setores de saúde, tendo em vista a adoção de ações práticas para a resolução da problemática.
Depreende-se, portanto, a implementação de medidas que venham a mitigar o estigma relativo ao HIV no Brasil. Dessa forma, cabe ao governo federal, por meio de uma parceria com a Sociedade Viva Cazuza (ONG fundada pelos pais do cantor),
o financiamento de um projeto de conscientização que visse informar a população sobre a realidade por trás do vírus, a fim de que não seja mais visto como um tabu. Somente assim, será possível evitar que outros cidadãos sofram o mesmo preconceito que Cazuza sofreu.